Se alguém me perguntasse isso, eu responderia: somente se você voltar como saiu.
Essa, por incrível que pareça, não seria a primeira vez. Já voltei, na mesma época, há 3 anos atrás. Duas pessoas me disseram que as vezes é preciso regredir para pegar impulso, foi o que eu fiz em outra época, sai de Sampa e fui crescer em Santos. Foi onde eu adquiri na marra certas responsabilidades. Sem estudar, sem saber que faculdade escolher, minha única opção foi trabalhar, e foi assim durante 1 ano e meio quase. Fiz amigos, ganhei dinheiro, tive crises, felicidades, amores e dores. Até entrar na faculdade e voltar a morar sozinha.
E agora estou novamente numa encruzilhada. Meu coração quer ir pra casa. “Saudade é sua alma dizendo para onde quer voltar.” Mas eu tenho medo. Medo do perrengue que vai ser, apesar de me motivar perante a esse desafio e ser capaz de supera-lo. Muito medo da convivência que terei com a minha família, apesar de saber que serão pouquíssimas horas por dia, nem 8 horas, sendo que pretendo dormi-las. Medo de sair de casa 6h da manhã e voltar 21h, mas tanta gente que eu conheço faz igual, e acima de tudo faz direito e com muito bom humor. Medo disso fazer diferença daqui há algum tempo, mas daqui há algum tempo eu posso voltar. Posso voltar quando eu quiser.
É bom, muito bom, saber que temos pra onde retornar. O convívio familiar é foda. São 2 tipos diferentes de paz. A de morar sozinha com amigas e a de morar com sua família. Eu quero os prós dos dois lados.
Hoje eu estou assim, contemplativa.
