Você não sabe, mas foi contigo que aprendi a ter classe. Porque pra te amar, eu aprendi a fingir. Não mentir o amor, mas mentir nesse grande circo que criamos. Vivi intensamente a comédia do amor. A paixão me levou a caminhos ingratos e tortuosos. Na hora que precisei, respirei fundo e a classe que existe em mim aflorou sozinha. Sou realmente uma pessoa boa. Não quero te prejudicar. Quero-te bem e bem longe de mim.Descobri a dar a outra cara a tapa. Eu vou continuar meu caminho. Não perdi as esperanças. A vida é realmente bela. Esse silêncio fica e eu só rezo pelo esquecimento. Não que eu queira te esquecer, queria mesmo é que você me esquecesse. Que deletasse toda essa história e que ela só existisse na mesa de bar, depois de uma cervejas, quando eu, pra falar de dramas e novelas mexicanas, citasse nossa história para que as pessoas ficassem impressionadas de tudo que eu já vivi. Aí sim eu dramatizaria mais e mais, só pela emoção. Sabia desde o início, que essa coisa ridícula que a gente um dia considerou, não chega nem aos pés de algo que mereça ter valor. Eu sempre soube. Tanto é que menti também. Menti o amor, menti o sentimento, menti tudo que eu devia. Você me ensinou que eu também sei mentir, mas que não gosto, não quero e não posso sustentar por muito tempo. Mostrou minhas fraquezas perante algumas situações. Preciso trabalhar nisso. E que eu sou mais eu. Tenho orgulho de mim mesma. Minha classe é intocável. E não tô falando de salto alto não. Desco do salto com prazer, só pelo conforto de andar descalça. Tô falando de caráter, bondade. De personalidades, que podem ser fortes, porém doces. Minha doçura está intacta. Eu sou uma menina que no dia 22 de março de 2009 jurou para o pai nunca mais chorar, nunca mais sofrer. Não choro, não sofro. Desde então só tive e tenho motivos para sorrir. Obrigada por tantos ensinamentos. Descobri talentos, redescobri qualidades. A armadura que eu vesti, joguei a chave fora faz tempo. Ameaço tirar a cópia, ando precisando. Mas não dessa vez. Curta meu silêncio.