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Arquivo de Maio, 2008

Verbo existir.

Há vários tipos de amor. Nenhum é melhor do que o outro.

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Cantarolando.

Minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos..

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Tem dias que Adriana Calcanhoto não sai de mim. Assim, quando você anda na rua cantarolando letras e melodias, quando você deixa sua imaginação rolar solta. Aí você decide, meio que por cima, que vai dar um tempo pra vida se encaixar. Você percebe que seu coração tá estranho e mal acostumado a não sofrer [...]

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Susto

Esse mundo é muito grande e quando a gente acha que já viu de tudo, a gente percebe que não viu é nada.

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Não por acaso.

Tenho a ligeira impressão que os filmes brasileiros me completam de uma forma única. Com todas as nossas sutilezas explícitas em cada cena, em cada música, em cada momento. Desliguei o dvd, assim como nos últimos brasileirinhos que assisti, perplexa, leve e feliz.
Não por acaso é uma surpresa deliciosa, a escancarada capacidade humana de se [...]

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Das músicas breguinhas que eu escuto e repito, sem problemas, por uma tarde inteira. Depois da paulada de outro dia, depois de me tirarem o chão, depois dos meus pés não terem mais por onde caminhar, eu estou aqui, viva. Não sei se consegui cortar o meu cordão umbilical, e não é preciso muito para perceber que [...]

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“Corte o cordão umbilical.” 
Cortar o cordão umbilical. Cortar o cordão umbilical. Cortar o cordão umbilical. Cortar o cordão umbilical. Cortar o cordão umbilical. Cortar o cordão umbilical. Cortar o cordão umbilical. Cortar o cordão umbilical. Cortar o cordão umbilical. Cortar o cordão umbilical. Cortar o cordão umbilical. Cortar o cordão umbilical. Cortar o cordão umbilical. [...]

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Anarquia.

Liberei geral. Acabaram-se as regras por aqui, eu ponho a virgula onde minha cabeça mandar, e se mandar! Perdi a obrigação com o valor da moeda, eu aprendi muito mais do que crase, do que populismo, do que lide, do que qualquer outra porcaria massificada, vomitada e de fácil digestão. Eu aprendi a ser humana [...]

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Ontem foi o dia mais longo do ano e de uma forma pra lá de positiva. Valeu a dor no pé, o cansaço, valeu cada segundo, cada aluno folgado falando na platéia, cada cólica que eu senti. Me alimentei, literalmente, apenas de sonhos. Os melhores sonhos que já vi por aí. Ontem eu tive esperanças [...]

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Não dessa vez.

Eu não vou falar de ti, Isabella, só porque você está aparecendo na tela do computador à frente, num daqueles emails chatos de powerpoint. Eu vou falar é dos meus falecidos, dos buracos que cavaram em mim e que ao tentar colocar terra em cima o chão nunca mais ficou igual. Sempre sobra um desnível.
Não. Eu não [...]

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