Feeds:
Posts
Comentários

A minha semana

Quem me conhece sabe do meu lado criancinha para aniversários. Desde pequena. Ansiedade, friozinho na barriga, vontade que chegue e vontade que não acabe nunca mais, é assim que me relaciono com o meu dia. A semana inteira já é meu aniversário, ou melhor, o mês todo é inteirinho meu! Meu doce novembro que tem dias ensolarados e muito calor.

Para começar a deste ano, a semana chegou muito bem inaugurada:
No sábadão, há 1 semana exata da grande festa, balada com os amigos, meu lugar favorito de Santos, muita música, ver pessoas conhecidas, estar pertinho dos meninos que me alegram muito…
Domingo veio glorioso, com o dia inteiro de ressaca na cama com a minha mãe, ver Sex And The City com ela, e a noite, show dos mesmos amigos de ontem, balada roquenrou e assim que acabou, sair correndo para outra balada com os dois irmãos juntos. Melhor impossível. De dar orgulho de ver. E finalizar tudo com um belo café da manhã com o mais velho, passar no carrefur, comprar várias coisinhas e acabar em casa com dois sanduiches enormes.

O domingo será tranquilão, nesse dia de finados ensolarado, nesse feriado que muitas vezes insistia em atrapalhar meu aniversário, fazendo a galera viajar e eu mudar a data da festa. Não neste ano, não desta vez. Meus 21 anos encerra um ciclo, vou começar a ser exatamente tudo que eu quero ser quando crescer.

“Xô zé povinho”,

como já dizia uma amiga…

Me erra!

Meus 21 anos

Nos 45 minutos do segundo tempo, já é possível analisar esses meus vinte e um anos.

Perdi meu pai, por mais cruel e cedo que possa parecer, sobrevivi, por mais improvável e dolorido que isso signifique. Sobrevivi e consigo sorrir todos os dias, consigo amar, só não consegui mais chorar por nada que não fosse saudade única e exclusiva dele.

Me apaixonei, uma, duas, três, quatro vezes. Me reapaixonei. E tudo foi um absoluto fracasso. Daquelas histórias que a gente ri no final, de tão surreal que foi, de tão surreal que é. Mas doeu cada uma dessas vezes. Doeu de formas que não sabia mais como sentir. Para quem namorou desde os 16, passei praticamente todos meus 21 solteira.

Reaprendi a ser sozinha, a não ouvir meu telefone tocar, ou a não esperar lindas declarações. Aprendi a não ter um colo nos sábados gelados. Aprendi os contras e os muitos prós de se estar solteira.

Vim morar sozinha. Começando em três e agora, oficialmente, em duas. Da saudade louca que as vezes dá de casa, e da vontade repentina de voltar pro seu novo espaço. Cozinhar, arrumar tudo, lavar roupa. Sim, aprendi a ligar a máquina. Como é chato estender tudo depois.

Não larguei a academia em nenhum momento. Fiz dela meu templo, ganhei novos amigos. Comecei a correr. Corri minha primeira prova e descobri que quando corro, corro de tudo e de todos.

Voltei a falar com meu irmão. E hoje falo pra tudo. Antes de querer um armário novo e até como faz para fazer isso ou aquilo.

Bebi muito. Parei de beber. Eu realmente não gosto de carne. Terminei um namoro. Tentaram me enganar e conseguiram em alguns momentos. Me apaixonei por meus amigos. Trabalho muito. Me descobri realmente em comunicação. Peguei 2 exames. Estudei e passei.

Pai

A morte do meu pai para mim foi um baque, mas nunca interpretei-a de forma negativa. Se é que há possbilidades de se interpretar positivamente um ocorrido desses. A questão é que sei agradecer diariamente pela vida (ou pela morte) ter poupado o grande amor da minha vida de mais aborrecimentos.

Sinto como se ele estivesse em outro lugar, bem, e eu aqui, bem também. Nossa ligação foge da matéria e eu penso nele e sorrio sozinho. Tenho provas suficientes do quanto minha vida está em paz desde que ele se foi. Talvez tudo que ele não me tenha poupado em vida, resolveu trazer de presente com a sua morte. Provas bobas, mas provas minhas. Tive que me transformar em qualquer coisa que eu não era no segundo que percebi que não o teria mais por perto.

Cada passo que dou agora, inclusive as cabeçadas, eu sinto o toque dele. Quando quero de verdade algo, nas minhas mais novas certezas. Só sinto falta de compartilhar, gostaria que ele visse com seus próprios olhos. Mas sei que se fechar bem os olhos e respirar fundo, ele fará o mesmo do lugar que ele estiver.

Sinto a paz da sua paz e ele sente a minha. E a única coisa que pode competir, mas mesmo assim perde, com o amor que sinto por ele, é meu trabalho. E dessa forma me aproximo mais ainda do seu jeito. Lembro quando escrevi que a única coisa que ele amava mais do que seu próprio trabalho, era também a sua família. E hoje eu amo, pai, espero que um dia tanto quanto você amava. Amo você, e amo o que eu faço. Uma excelente tarde pra você.

O que eu também não entendo

O seu “eu gosto muito e de verdade de você” destruiu qualquer vontade minha de voltar a jurar que nunca mais iria te ver, ou te atender. Há mais de 1 ano tem sido assim. Eu e você, mais afastados do que próximos, mais pro não do que pro sim, cheios dos desencontros de sempre. E eu fecho a porta jurando nunca mais abrir, o que nunca aconteceu de verdade, eu abro porque a vida até hoje me levou a agir assim.

Das mensagens que eu tento enviar e não chegam, dos textos que eu escrevo e não publicam, da tarde inteira que eu penso em você e seu sinal de vida toca em meu celular.

A hora não é agora, tenho medo que a história passe e nos esqueça. Mas tem um momento que você mal sabe, mas me deu de presente. Quando no escuro do meu quarto, antes de dormir e sonhar com você, um “muito”, um “de verdade” e um “eu gosto” me fizeram sorrir e dormir bem.

Eu também. Eu muito. Eu de verdade.
E sim, eu gosto.

Assinado eu

Meus 20 e poucos anos

Já cansei de ouvir que essa idade é fácil. Não acho não. Eu carrego o peso do futuro nas costas, e só eu sei o quanto é pesado este fardo. Estudar, trabalhar, cuidar do meu próprio dinheiro, sonhar com a futura casa, o carro. O valor do sucesso, perseguir seus objetivos. Numa época em que não basta um curso superior, é preciso mais, muito mais. Tirar 10 na faculdade e ainda treinar o inglês, o espanhol, querer o francês, pensar no italiano. Arranhar um photoshop e quebrar a cabeça nos outros adobes. É loucura! Aguentar a pressão das baladas, dos barzinhos. Ler mil livros ao mesmo tempo, acompanhar as estréias no cinema, ler jornal todos os dias e acompanhar a internet. E mais sucesso. Ser uma boa filha, uma boa amiga e ainda ter que pensar no velho sonho da sociedade: casa, casar, filhos e roupa lavada.

Meus 20 e poucos anos tem a responsabilidade dos que estão começando a vida. É a folha em branco do meu futuro, do meu destino. E nessas horas eu sinto uma falta tremenda do meu pai, ora pra sentir o orgulho e o olhar dele sobre mim, ora para simplesmente ter aquele velho peito, o porto seguro, para repousar minha cabeça perdida e encontrada no ventaval que é a minha vida.

Quartas-feiras

Você chegará numa quarta-feira e baterá na minha porta. Com boas intenções – eu espero. Além das boas intenções, um montão de carinho e um bocado de amor. Junto chegará contigo todo um passado. E vem também a saudade dolorida de todos os momentos longes e a vontade de te ter mais perto. Para o meu desespero, vou pensar em você todas as horas e sonharei com o dia em que, ao chegar em casa, encontrarei contigo.

Mas você também tem fantasmas e ex namoradas. E vai me doer a alma pensar que você já amou alguém tanto e mais do que diz me amar. Escondido no pacote tem o teu e o meu ciúmes, que dizemos nem existir, mas que voltará assim que despertado por qualquer motivo besta de começo de relacionamento. E tem o meu tédio, minhas frustrações, meu mau humor quando a fome ou o sono atacam. Eu vou te culpar por passar menos tempo ainda na minha casa e sofrer todas as vezes que você quiser me deixar sozinha por alguns instantes. Vou evitar, mas vou acabar te contando toda a minha vida e as minhas histórias, e revirar a sua inteira, até quando nada mais de interessante existir, e eu sofrer com mais um ponto final, mais uma história fracassada, mais um brinde a minha total inaptidão para o amor.

Por favor, mude. Me mude. Se mude. Entre na minha cabeça e transforme toda a minha utopia em realidade. Quebre minhas pernas, mostre que é real, que pode dar certo, que você não vai me deixar fraquejar e continuará me surpreendendo e me mantendo a mesma menina bobinha apaixonada. 

Eu tô cansada da descrença. Eu quero ter FÉ.

Um verbo

Encantar 
1. Proceder ao encantamento de.
2. Fig. Maravilhar, seduzir, enlevar, agradar muito a. v. pron.
3. Tomar-se de encanto.
4. Maravilhar-se.
5. Extasiar-se.

Encantado adj
1. Em que há encantamento.
2. Sujeito a encantamento.
3. Fig. Cheio de encanto ou de ventura.
4. Entusiasmado, enlevado.

Dois

Como dois estranhos, cada um na sua estrada, nos deparamos, numa esquina, num lugar comum. E aí? Quais são seus planos? Eu até que tenho vários. Se me acompanhar, no caminho eu possso te contar. E mesmo assim, eu queria te perguntar, se você tem ai contigo alguma coisa pra me dar, se tem espaço de sobra no seu coração. Quer levar minha bagagem ou não? E pelo visto, vou te inserir na minha paisagem e você vai me ensinar as suas verdades e se pensar, a gente já queria tudo isso desde o inicio. De dia, vou me mostrar de longe. De noite, você verá de perto. O certo e o incerto, a gente vai saber. E mesmo assim, Queria te contar que eu tenho aqui comigo alguma coisa pra te dar. Tem espaço de sobra no meu coração. Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão.

Mensagens Antigas »