Todo fim é um começo.
A minha escola não tem personagem, a minha escola tem gente de verdade…
Te escrevo ao som de muitas músicas, poesias e letrinhas. Portanto, mesclarei minhas palavras com melodias e outras antes já escritas. Não tem problema, é tudo meu, é tudo teu, é tudo nosso.
Quando a gente conversa, contando casos besteiras.. Nas diferenças as pessoas crescem e se completam..
Foi exatamente isso, meu bem. Começar com um relacionamento diário, de duas pessoas que se vêem todas as manhãs, que ocasionalmente se encontram no meio das férias para uma cerveja e combinam uma pizza de vez em quando. Começar com um apoio incondicional para que trabalhassemos juntos, começar com alguns desentendimentos tão comuns nessa nossa relação. E que relação?! Queixos caem, curiosidades se aguçam e a gente ri, ri muito, de tudo e de todos.
Aprendi com alguém 3 anos mais novo que eu coisas que eu não poderia aprender sozinha. Dos conselhos profissionais e como me portar frente a situações inusitadas. Foi ao teu lado, me apoiando em ti, que aprendi a me importar muito mais com alguns e me desimportar 100% com outros. Você me ensinou que não é possível agradar a todos, mas que o importante é agradar quem realmente faz a diferença.
E quem diria, que aquele menino insuportável e metido, mas que sempre foi meu amigo, se tornaria o melhor deles, o que está mais no alto da minha consideração, o topo do topo do topo do meu sentimento, do meu carinho, da minha emoção.
Você, Elson Natário, é o destino final dos meus telefonemas no meio da tarde, quando apenas algumas centenas de metros nos separavam, meu super mercado divertido, minha pizza no meio da semana, meus alguns 6 quilos a mais. Você é meu açaí com creme de cupuaçu, meu doce-menina no meio do expediente, o dono dos meus pensamentos em muitas horas do dia.
Você é minha corrida, minha superação. Você foi tudo e mais um pouco. Transformou meus dias, minhas tardes, todos os meus momentos. Foi o sentido de tudo isso que eu me tornei e quero me tornar. O que aconteceu foi sem esforços, sem pedantismo, sem clichês. A troca de olhares que diz tudo, te ver assim, sentado na minha frente, com fones brancos e concentrado, em silêncio, mas na minha frente. Isso faz toda a diferença.
O maior amor de 2009 eu dedico a você. O prêmio de melhor amigo, o troféu de dono do meu coração.
Mas e tem muitas diferenças. Muitas. Mas tem semelhanças e tem festa, tem dança, tem música. Tem muito balanço, um humor um pouco aguçado, um ciúmes doentil. E tem as fofocas alheias, tem a total falta do que fazer do mundo, o total desconhecimento do verdadeiro sentido de amizade entre um homem e uma mulher.
É isso mesmo, detesto e confesso, todo mundo no teu pescoço cheirando a Issey Miyake, todos os suspiros, e demais atitudes. Acho o uó e é fica bem estampado no meu rosto, não esconde de ninguém.
Enfim, eu não sei como será em 2010, espero que continue, mas de forma diferente. Que essa amizade e segurança cresca frente a distância. E que sobre o que é realmente bom, já que tantas vezes a rotina nos deixa de mau humor e impede que nossos momentos sejam sempre felizes.
Te amo, muitos eu te amos. Daqueles que ninguém compreende e acha que eu tenho uma paixão reprimida por você. Paixão tem e de reprimida não tem nada. Eu te amo daqueles que as pessoas acham que nós temos um caso, e depois vamos rir disso tudo na mesa do bar. De preferência na Augusta.
Eu te amo daqueles que faz tanta gente ter tanto ciúmes, mas até do que os meus ataques por você. Eu te amo daqueles como tão poucas vezes foi tão sincero assim na minha vida. Eu te amo porque só você me faz rir quando os dias cinzas tomam conta do meu humor.
Você é foda. Um cara maravilhoso, lindo, inteligente, especial, sensacional.
Não é a toa que é meu melhor amigo, o carinho no meu cabelo mais gosto dos últimos tempos, o motivo pelo qual eu não consigo mais ficar com ninguém.
Você monopolizou meu coração e qualquer comparação fica muito aquém das minhas espectativas.
Obrigado por tudo, meu amor. Por ser quem você é e melhorar parte do que eu sou.
Um trecho de um poema que eu amei:
Vinícius de Moraes
Nunca fujas de mim! sem ti sou nada
Sou coisa sem razão, jogada, sou
Pedra rolada. Orfeu menos Eurídice…
Coisa incompreensível!
A existência
Sem ti é como olhar para um relógio
Só com o ponteiro dos minutos. Tu
És a hora, és o que dá sentido
E direção ao tempo, minha amiga
Mais querida! Qual mãe, qual pai, qual nada!
Vai teu caminho que eu vou te seguindo
No pensamento e aqui me deixo rente
Quando voltares, pela lua cheia
Para os braços sem fim do teu amigo!
Vai tua vida, pássaro contente
Vai tua vida que eu estarei contigo!
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Os 3 primeiros: Os ínicios e os fins.
Terminei um namoro, voltei a ficar com uma antiga paixão e iniciei uma nova, realizei um sonho de consumo. Perdi meu pai. Tudo perdeu o sentido. A nova paixão se transformou em pó, o sonho de consumo se transformou em um pesadelo, uma desilusão. Mas nada mais fazia sentido. Perdi meu chão e todo o resto era insignificante.
4,5,6: A volta por cima, ou não. Uma grande montanha russa.
Cai na balada, literalmente. Bebi muito, vivi o ápice da minha vida de solteira. Sem meu pai, sem namorado, independente. Estava tentando me recuperar nos lugares mais errados do mundo. Era noitada todos os dias. Conheci muita gente, fiquei com outras, até que resolvi ficar com só um. Não consegui, mas esse um tomou conta da minha vida, dos meus dias, do meu mundo. Foram 2 meses casada com uma pessoa sem pé e nem cabeça, meu oposto, nada a ver comigo. Não há motivos, explicações ou razão. Como veio, passou. Felizmente. Comecei a trabalhar nessa época, mas foi bem pouco antes das férias.
7,8,9: Me reestruturando e caindo denovo.
Julho foi o mês da desilusão. Uma dor que nunca havia sentido antes. O peito sufocava e eu fui passar as férias em Santos. Minhas amigas pegaram na minha mão e me ajudaram a dar a volta por cima. Trabalhei muito e esqueci, superei, me reergui. Voltei com novas espectativas e pronta para ser só minha. O que não durou muito tempo. Final de agosto lá estava eu, novamente me apaixonando, dando a cara ao tapa. Dessa vez foi 1 mês de intensidade. De eu te amo unilateral por falta de coragem minha em me entregar 100% novamente. Mas foi bonito enquanto durou. E de tão estranho, de tão corrido, de tão esquisito eu abandonei aquelas novas espectativas e passei a viver o dia de hoje. Larguei a corrida, larguei meus planos e objetivos. Trabalhei muito e joguei a faculdade para escanteio. Fiz minha tatuagem, grudei em todos meus amigos. Me apaixonei pelo melhor deles, de uma forma bem longe da normal. Ganhei um irmão de alma, parceiro para tudo que há de melhor. Sem comentários, o melhor presente do ano. Sem contar com o grande presente que foi morar sozinha com a Mari.
10,11,12
Pré aniversário, tatuada, feliz. Fechada para balanço. Onde agora, quase no final, meu coração dando sinal de que ainda está vivo. Não sei o fim dessa história. Só saberei quando acabar.
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O ano mais intenso da minha vida. Um ano de pessoas, muitas delas e de todos os tipos. De idas e vindas. Poucas, mas gordas lágrimas. De superação, conquistas e des-glamour. Vivi alguns amores e perdi o maior e mais verdadeiro deles. Me reaproximei dos meus irmãos, vim morar sozinha, começando em três e terminando em duas, perfeito assim. Zerei minha paciência e minhas palavras bonitas. Direcionei bons sentimentos a pessoas erradas. Não apenas uma, mas duas, até três. Cai na balada, corri muito e ainda gosto do que faço. Gosto mais ainda. Viajei pouco, mas para destinos certos. Reformulei a minha vida, briguei, brigo e sinto falta da minha mãe. Passei a dormir em uma cama de casal e carregar a assinatura do meu pai no pé. Meus passos estão bem vigiados. Me arrependi, terminei um namoro e disso não me arrependo nenhum pouco. Acho que já escrevi melhor sobre mim mesma, mas nunca tão bem dos fatos e demais temas. Abandonei minha faculdade e dei minha vida pro meu trabalho. Vivi os 365 dias do ano de bem com o mundo, mesmo quando o mundo resolvia não ser do bom comigo.
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Faz tempo que não venho aqui. Meu aniversário veio e se foi. Passou, como tudo passa.
Falando em passar, estou no pico de um momento muito estranho em minha vida. Muito confuso, onde tudo que eu achava que era certo desmoronou. Onde tudo que eu mais queria era ir para bem longe, viver qualquer outra vida que não a minha..
Nunca passei por nada parecido, sem motivo aparente.
Somatizou 2009 inteiro nesse último mês. Veio a tona tudo que eu deixei quietinho.
Vai passar?
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Quem me conhece sabe do meu lado criancinha para aniversários. Desde pequena. Ansiedade, friozinho na barriga, vontade que chegue e vontade que não acabe nunca mais, é assim que me relaciono com o meu dia. A semana inteira já é meu aniversário, ou melhor, o mês todo é inteirinho meu! Meu doce novembro que tem dias ensolarados e muito calor.
Para começar a deste ano, a semana chegou muito bem inaugurada:
No sábadão, há 1 semana exata da grande festa, balada com os amigos, meu lugar favorito de Santos, muita música, ver pessoas conhecidas, estar pertinho dos meninos que me alegram muito…
Domingo veio glorioso, com o dia inteiro de ressaca na cama com a minha mãe, ver Sex And The City com ela, e a noite, show dos mesmos amigos de ontem, balada roquenrou e assim que acabou, sair correndo para outra balada com os dois irmãos juntos. Melhor impossível. De dar orgulho de ver. E finalizar tudo com um belo café da manhã com o mais velho, passar no carrefur, comprar várias coisinhas e acabar em casa com dois sanduiches enormes.
O domingo será tranquilão, nesse dia de finados ensolarado, nesse feriado que muitas vezes insistia em atrapalhar meu aniversário, fazendo a galera viajar e eu mudar a data da festa. Não neste ano, não desta vez. Meus 21 anos encerra um ciclo, vou começar a ser exatamente tudo que eu quero ser quando crescer.
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como já dizia uma amiga…
Me erra!
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Nos 45 minutos do segundo tempo, já é possível analisar esses meus vinte e um anos.
Perdi meu pai, por mais cruel e cedo que possa parecer, sobrevivi, por mais improvável e dolorido que isso signifique. Sobrevivi e consigo sorrir todos os dias, consigo amar, só não consegui mais chorar por nada que não fosse saudade única e exclusiva dele.
Me apaixonei, uma, duas, três, quatro vezes. Me reapaixonei. E tudo foi um absoluto fracasso. Daquelas histórias que a gente ri no final, de tão surreal que foi, de tão surreal que é. Mas doeu cada uma dessas vezes. Doeu de formas que não sabia mais como sentir. Para quem namorou desde os 16, passei praticamente todos meus 21 solteira.
Reaprendi a ser sozinha, a não ouvir meu telefone tocar, ou a não esperar lindas declarações. Aprendi a não ter um colo nos sábados gelados. Aprendi os contras e os muitos prós de se estar solteira.
Vim morar sozinha. Começando em três e agora, oficialmente, em duas. Da saudade louca que as vezes dá de casa, e da vontade repentina de voltar pro seu novo espaço. Cozinhar, arrumar tudo, lavar roupa. Sim, aprendi a ligar a máquina. Como é chato estender tudo depois.
Não larguei a academia em nenhum momento. Fiz dela meu templo, ganhei novos amigos. Comecei a correr. Corri minha primeira prova e descobri que quando corro, corro de tudo e de todos.
Voltei a falar com meu irmão. E hoje falo pra tudo. Antes de querer um armário novo e até como faz para fazer isso ou aquilo.
Bebi muito. Parei de beber. Eu realmente não gosto de carne. Terminei um namoro. Tentaram me enganar e conseguiram em alguns momentos. Me apaixonei por meus amigos. Trabalho muito. Me descobri realmente em comunicação. Peguei 2 exames. Estudei e passei.
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A morte do meu pai para mim foi um baque, mas nunca interpretei-a de forma negativa. Se é que há possbilidades de se interpretar positivamente um ocorrido desses. A questão é que sei agradecer diariamente pela vida (ou pela morte) ter poupado o grande amor da minha vida de mais aborrecimentos.
Sinto como se ele estivesse em outro lugar, bem, e eu aqui, bem também. Nossa ligação foge da matéria e eu penso nele e sorrio sozinho. Tenho provas suficientes do quanto minha vida está em paz desde que ele se foi. Talvez tudo que ele não me tenha poupado em vida, resolveu trazer de presente com a sua morte. Provas bobas, mas provas minhas. Tive que me transformar em qualquer coisa que eu não era no segundo que percebi que não o teria mais por perto.
Cada passo que dou agora, inclusive as cabeçadas, eu sinto o toque dele. Quando quero de verdade algo, nas minhas mais novas certezas. Só sinto falta de compartilhar, gostaria que ele visse com seus próprios olhos. Mas sei que se fechar bem os olhos e respirar fundo, ele fará o mesmo do lugar que ele estiver.
Sinto a paz da sua paz e ele sente a minha. E a única coisa que pode competir, mas mesmo assim perde, com o amor que sinto por ele, é meu trabalho. E dessa forma me aproximo mais ainda do seu jeito. Lembro quando escrevi que a única coisa que ele amava mais do que seu próprio trabalho, era também a sua família. E hoje eu amo, pai, espero que um dia tanto quanto você amava. Amo você, e amo o que eu faço. Uma excelente tarde pra você.
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O seu “eu gosto muito e de verdade de você” destruiu qualquer vontade minha de voltar a jurar que nunca mais iria te ver, ou te atender. Há mais de 1 ano tem sido assim. Eu e você, mais afastados do que próximos, mais pro não do que pro sim, cheios dos desencontros de sempre. E eu fecho a porta jurando nunca mais abrir, o que nunca aconteceu de verdade, eu abro porque a vida até hoje me levou a agir assim.
Das mensagens que eu tento enviar e não chegam, dos textos que eu escrevo e não publicam, da tarde inteira que eu penso em você e seu sinal de vida toca em meu celular.
A hora não é agora, tenho medo que a história passe e nos esqueça. Mas tem um momento que você mal sabe, mas me deu de presente. Quando no escuro do meu quarto, antes de dormir e sonhar com você, um “muito”, um “de verdade” e um “eu gosto” me fizeram sorrir e dormir bem.
Eu também. Eu muito. Eu de verdade.
E sim, eu gosto.
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